O polêmico humor negro francês

A revista francesa Charlie Hedbo vem trazendo mais uma capa que vai causar muito alarde, ou melhor já está causando burburinhos apenas pela divulgação da mesma. Como podemos ver abaixo, a capa faz referência aos ataques terroristas acontecidos em Bruxelas, na Bélgica.

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Não seria de esperar algo diferente da revista, ainda mais quando mesmo após a mesma ser alvo de ataques, por assim dizer terroristas, quando sua sede foi invadida e membros acabaram morrendo, não poderia agir de outra forma nesse momento.

Podemos olhar de muitas maneiras diferentes a posição dos tópicos e das diferentes formas que eles abordam cada caso em suas edições, mas nunca podemos esquecer que a revista tem o humor negro como base de suas publicações, não importa a quem eles vão incomodar.

Felizmente a posição e a forma que a revista trata qualquer assunto me agrada, até porque não adianta apenas lamentar, chorar, reclamar, ofender e apontar os dedos para que lado for se, ao final de tudo isso, não existir uma posição séria e totalmente direta sobre determinados assuntos. Os editores da revista não se escondem em nenhum caso, são diretos e mesmo que de alguma forma mais obtusa, ainda são sinceros e não esperam a concordância de todos.

A revista com certeza atinge o seu resultado que é fazer rir, para alguns, e de trazer a discussão dos fatos apresentados por ali de alguma ou de outra, só que em determinados lugares onde o politicamente correto é mais importante do que a sinceridade e opinião clara, vivemos em um país assim, uma revista como essa é vista de forma pejorativa e sem chance de mostrar os seus reais objetivos, que está muito além de simplesmente demonstrar uma visão humorística pueril.

Precisamos de revistas como estas para abrir a mente das pessoas que acham que o mundo só funciona de um jeito, onde tudo é fatidicamente tudo igual, quando o que mais temos são as diferenças…muitas delas que matam o próximo exatamente por ser diferente.

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Qual é o seu desastre?

A imagem abaixo é um bom exemplo de como tenho acompanhado as redes sociais nos últimos 3 dias.
Os brasileiros, não todos claro, tomaram uma dose de patriotismo desenfreado apostando qual a tragédia mais importante em um momento onde em todos os lugares existem pessoas sofrendo por perdas, acreditando que o simples uso de uma bandeira em um perfil de rede social faz da pessoa que está usando um antipatriota. Será que seria isso uma verdade? Será que isso tudo seria tão necessário??
Concordo que não podemos falar apenas de um lado, esquecendo de outros, mas sim isso aconteceu, exatamente com as pessoas que estão bradando contra o uso da bandeira francesa por muitos outros brasileiros. Sim, é isso mesmo…você que está tão focado na desgraça nacional, acredita que por estar acontecendo em seu país é muito mais importante do que outra situação que tenha acontecido em outro país. Sabe isso é uma pena, pois todas as situações tem o mesmo peso e dentro de seus envolvimentos o mesmo impacto para todos os países.

O que aconteceu em Mariana, afeta essencialmente o Brasil, mas pode gerar um impacto ambiental que pode trazer maiores problemas para o ecossistema de todo o mundo, de uma forma mais impactante ou não. Assim como os ataques terroristas na França na última sexta-feira, dia 13 de novembro, também impactam em nosso dia a dia aqui no Brasil. Será que todo mundo esqueceu que vamos receber pessoas de todo o mundo daqui 6 meses em nosso país??
Será um momento que vamos estar de portas abertas para praticamente todos os países, com atletas, imprensa e torcedores, Alguém aqui acredita que não seria um momento ideal para um ataque terrorista? Pois é, você sabia também que o Estado Islâmico (daqui por diante usando apenas a sigla EI) já foi acusado de estar tentando recrutar brasileiros no começo deste ano? Você acha isso uma coincidência? Para mim, essa palavra não existe quando o assunto é terrorista.

Nós aqui no Brasil temos sorte de não vivermos esse tipo de temor diariamente, mas isso vai mudar em 2016, por pelo menos 50/60 dias será algo que não poderá desapercebido de todos nós. Assim como devemos ter como entendimento que se o Brasil disser que vai colocar um soldado em campo contra um membro do EI, já que nossa presidente já confirmou na Turquia, durante o encontro do G20, que o terrorismo deve ser brutalmente atacado, então o país se tornaria também alvo do EI.

Mas independente de tudo isso, voltando ao cerne principal, não podemos pesar que um desastre dentro do nosso país é mais importante do que as mortes na África como um todo, no Egito, no Líbano e outros países que estão sofrendo com essa mentalidade islâmica do terror são menos importantes que o que acontece aqui.
Estamos em um momento crucial da existência humana, seja por guerras que ainda não tomaram um formato maior, seja por questões climáticas ou ecológicas, mas a qualquer momento a situação vai piorar e todos vamos sofrer por igual.

Quer comparar desastres? Então vamos olhar para o continente africano, onde é uma região que morrem muito mais pessoas que o Brasil sem nenhum tipo de desastre e então tem certeza que devemos comparar? Você não acha que está sendo hipócrita com isso?

Toda a pessoa é livre para ter solidariedade com a situação que ela achar mais impactante, apesar de não parecer ainda vivemos em um país livre e enquanto assim podermos viver, vamos dar o direito das pessoas escolherem esse caminho. Não, não quer dizer que uma pessoa que, aparentemente, demonstrou maior preocupação naquele instante com um caso, não significa que a pessoa não está focada em entender o que acontece com outros fatos, dentro ou fora do próprio país.

Agora algo muito importante que TODO brasileiro precisa aprender de forma urgente: APRENDER A SER PATRIOTA. Isso não quer dizer que ninguém saiba, claro que até sabem, mas não estão sabendo como usar e muito menos como seguir de forma correta. O povo brasileiro parece que não consegue demonstrar uma unidade como pátria, até porque entre si conseguem ser preconceituosos e como podem achar que podem brigar em redes sociais por uma união?
A liberdade que o Brasil tem hoje, ainda não é bem utilizada e com a mentalidade de muitos acharem que certos líderes políticos são a saída para resolver determinados problemas, eu tenho a certeza que censura e ditadura são palavras que vão acabar voltando logo para o nosso vocabulário, mas não falando de outros países, mas sim do próprio Brasil.

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C’es la vie

A cidade francesa de Paris mais uma vez é alvo de ataques terroristas. O que infelizmente não podemos dizer ser nenhuma novidade. A novidade maior nesse caso talvez seja a forma organizada que foi realizado. Os ataques aconteceram de forma ordenada em um shopping, em um estádio, um bar, uma casa de shows e um restaurante.

Esses ataques mostram a real intenção dos terroristas em fazer alvo pessoas comuns, vivendo em seu dia a dia, que de alguma forma ainda tinha uma rotina tranquila, mesmo que saibamos que a cidade não vivia de forma alguma uma vida tranquila desde o ataque ao jornal Charlie Hedbo.

Um dia antes houve uma ameaça de bomba no hotel em que a seleção de futebol alemã estava hospedada, um hotel onde a seleção brasileira esteve da última vez que passou pela cidade, o que já deixava claro que algo estava por vir.

Oficialmente, os números surpreendem pelo montante de mortos – acima de 120 pessoas, mas me causa ainda mais espanto que já temos outros 99 feridos, alguns mais graves e outros nem tanto. Infelizmente dois desses eram brasileiros, que estavam no restaurante, e com certeza nunca poderiam imaginar que um simples jantar poderia ser interrompido de forma tão abrupta.

O Estado Islâmico já reivindicou a autoria dos atentados para si, mas não temos como aber se essa foi uma forma de mostrar uma rápida resposta ao ataque sofrido pelos bombardeiros americanos no Iraque, o qual matou pelo menos três de seus principais assassinos, incluindo aí um britânico conhecido como Jihad John, ou se foi uma infeliz coincidência ter a data da sexta-feira, dia 13 de novembro de 2015, como momento escolhido pelos terroristas.

O fato é que esse grupo islâmico em questão está mostrando que tem força muito além das fronteiras da Síria e Iraque. A Rússia já sentiu isso com a morte de mais de 500 russos na explosão de um avião no Egito há poucas semanas, onde tudo indica que foi uma bomba no compartimento de carga que causou tal “acidente”. Agora é a vez da França que está em solo iraquiano ajudando as tropas locais e os americanos a combater o EI por lá.

O ataque mais recente até então, como dito, foi ao jornal Charlie Hedbo, em um momento de resposta direta ao que eles estavam escrevendo e usando de seu humor para atacar determinados setores do islamismo, mas esse agora abriu um espaço muito maior, até porque os ataques são diretamente voltados para a população comum.

Um restaurante, um bar e um shopping demonstram não ter um perfil exato de alvo a ser traçado, mas sim um resultado mais sangrento possível, afetando assim a população em geral parisiense. O ataque a casa de shows Bataclan deixou claro, até mesmo pelo comunicado que o EI fez após os ataques, que eles queriam atacar os jovens que estavam no local cultuando um estilo de música permissiva pela visão deles. No local tocava a banda Eagles Of Death Metal, de Rock’n’Metal. Uma resposta bem clara ao tipo de pessoas que eles querem afetar também.

O EI não está medindo esforços para mostrar que quem não pensa como eles é um inimigo em potencial. Assim sendo qualquer país poderá ser alvo em qualquer momento, porque onde não houver um movimento islamista ativo, com certeza é um alvo potencial de ataque deles.

A questão agora é saber se os terroristas, que atacaram a cidade de Paris ontem, são franceses convertidos e que sofreram a lavagem cerebral do grupo ou se são terroristas que se utilizaram de possibilidades de entrar em algum país europeu no fluxo dos refugiados que tem vindo da Síria, Afeganistão e outros países em guerra.

Vale lembrar também que há poucos dias, dentro da Alemanha, centros de refugiados foram atacados por alemães que não estão aceitando com bons olhos esse mar de refugiados em seu país, com certeza o país poderá ser alvo muito em breve de algo do tipo também. Na Europa, na verdade, todos os países são alvos em potenciais por alguma determinada situação.

O EI é um tipo de combatente muito mais complicado para se lutar contra, ele não tem um país como origem, eles tem propostas e visões que seguem de um determinado ideal, são pessoas que nascem em países que normalmente não teriam terroristas, mas que acabam se identificando e tendo a oportunidade de mostrar sua raiva contra o sistema através de ações como essas, talvez por isso essa seja uma guerra nada fácil de se vencer.

A batalha agora é por ideais, é uma guerra mental…o uso das balas só acontece no momento que um ataque vem à tona e isso nem sempre é possível se prever, realmente é praticamente impossível achar a hora exata de um ataque. Nem todos tem uma marca que possa afirmar que este ou aquele é um terrorista.

Lamentamos por vidas inocentes perdidas em Paris, esperamos que os governos de todo o mundo consigam se organizar para que não aconteçam mais fatos como estes ocorridos na cidade como ontem, mas é certo de que vivemos em um momento do mundo, onde qualquer cidade é um alvo em potencial.

Infelizmente não são as palavras de fé que poderão salvar esta ou aquela vida, porque são as mesmas palavras que fazem com que cheguemos a este ponto. Todas as crenças tem seus extremistas e o que é preciso agora é colocar a visão política, social e econômica à frente da religiosa para poder achar o ponto de equilíbrio deste mundo em que vivemos, já que a religião está a cada dia mais tirando o centro de todos nós.

PROMO

A História Destruída pelo Estado Islâmico

A UNESCO está desesperada com a possibilidade dessa imagem desaparecer.

Palmira era uma cidade-oásis no deserto sírio
Palmira era uma cidade-oásis no deserto sírio

A cidade-oásis de Palmira está no meio co caminho do Estado Islâmico, talvez enquanto você lê por aqui eles até estejam por lá já.
Não será a primeira e nem a última vítima dos jihadistas do EI, mas como o importante é proteger o petróleo no Oriente Médio, não se vê movimentações para tentar manter salvo locais como esse. Museus já foram alvos do EI e tudo o que não seja imagem de suas visões religiosas será colocado abaixo por onde eles passarem.
Palmira tem influências gregas, romanas, persas e islâmicas e é bem provável que não saia livre de ataques do EI, até porque também o presidente sírio Bashar al-Assad já mandou bombardeiros atacarem muito próximo da cidade-oásis, com isso temos a certeza de que se um não destruir o outro o fará.

Talvez, leia-se muito talvez, alguém apareça para salvar Palmira por um único motivo: quem dominar a cidade terá grande chance de dominar os campos de exploração de gás natural e petróleo que ficam ali perto. Atualmente mais de 130 mil pessoas vivem na cidade.

O EI já destruiu Hatra e Nimrud no Iraque, sendo que a primeira marca o domínio romano na região e a segunda assíria, com 2000 e 3000 anos de existência consecutivamente, por terem marcas de outras culturas que não são respeitadas pelos membros do Estado Islâmico.

PROMOO problema com o EI é que eles destroem sítios arqueológicos por toda a região, mas não deixam de procurar formas de ganhar dinheiro com aquilo que eles não aceitam, mais uma amostra da hipocrisia do domínio deles. Consideram a arte pré-islâmica idólatra e vão destruindo tudo que vem pela frente, como os leões assírios da cidade de Raqqa – que virou a capital do EI.

Eles não respeitam o passado, eles se acham os verdadeiros donos da região e estão caminhando sem encontrar tanta dificuldade assim. Um grupo terrorista que se acham representantes do verdadeiro islamismo.

Enquanto o importante seja apenas o sangue negro que a terra expele, não podemos esperar que outros países estejam preocupados em resolver os problemas provocados pelo EI. Destruir e derrubar marcos históricos é algo que outros países deixam para os governos locais resolverem, ao mesmo tempo que estes mesmos governos vivem isolados pouco a pouco do resto do mundo, como o caso da Síria e seus problemas internos.

O fato é que a destruição de sítios arqueológicos, seja pelo EI ou outro grupo antes ou que ainda venha, não é novidade e muito menos de preocupação de tantos outros órgãos além da UNESCO, então dificilmente veremos alguém indo atrás de uma solução.

Essa é na verdade a raça humana regredindo em sua evolução…enquanto em alguns países vemos a tecnologia dominando tudo, em outras vemos as barbáries de séculos distantes retornando, através da mente de pessoas retrógradas dominadas e cegas por suas crenças.

PROMO

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Maratona de Boston: Pena de Morte para Terrorista Confirmada

Após pouco mais de dois anos, a corte americana de Massachusetts através de juri popular chegou ao veredito de culpado para Dzhokhar Tsarnaev, pela sua participação no ataque terrorista na cidade americana de Boston. Além disso, o mesmo recebeu como pena a confirmação de morte. Desde 1947 a pena de morte não é dada a um preso no estado, mas considerando o ato terrorista foi chegado a este consenso.

Muitos vão considerar que a pena de morte seja algo grave demais para um ser humano, mas se nos colocarmos no lugar das vítimas e sobreviventes desse ato terrorista, não teríamos a mesma visão?
Estando de fora, olhando a distância, muitos podem julgar isso um absurdo que, em pleno século 21,m este tipo de pena ainda encontre defensores, mas se um terrorista como ele, influenciado pelo irmão mais velho ou não (que por sinal morreu enquanto a policia de Boston os caçava), teve o sangue frio de colocar uma mochila com explosivos atrás de um grupo de crianças, por que se deve ter pena por ele ser condenado à morte?

Recebe-se o pagamento na mesma moeda.PROMO

Tanto das explosões durante a maratona, como outras cinco que eles (Dzhokhar e seu irmão) causaram para tentar fugir da policia de Boston, provam que eles tentaram matar quantas pessoas foram possíveis em seu ato e fuga. Calcular um tempo mínimo para cobrir os atos de um jovem de 19 anos, à época do ataque, e deixá-loo na cadeia para o resto de sua vida é o mesmo que condenar até a morte, mas que estando preso ainda poderia ter uma chance de fugir e voltar a matar.

Os defensores dos direitos humanos e dos que acham a pena de morte um exagero do sistema judiciário mundial (lembremos das reações de muitos órgãos nacionais e internacionais sobre as execuções realizadas na Indonésia a pouco tempo) são justas e tem suas visões a serem consideradas, mas será que preservar a vida de uma pessoa que em pouco tempo de existência tirou mais vidas do que seu tempo de existência merece esse perdão?

Será que existe algum sistema carcerário que consiga salvar a visão de algum preso de verdade? Será que existe algum traficante, assassino, serial killer, terrorista, assaltante que na primeira oportunidade não volte a atentar contra a vida de um inocente?? Ser vítima de qualquer um desses e sair vivo é uma grande sorte, então por quê salvar a vida deles mantendo vivos dentro de um sistema que só gera custos para o estado?

Momento de uma das explosões.
Momento de uma das explosões.

Uma pessoa que tira a vida de alguém raramente vai se arrepender disso, pelo menos de forma sincera e mesmo se diga arrependido nunca irá compensar o suficiente para que a vida de quem ele matou retorne – que o diga parentes de vítimas.

Esse será mais um caso a se comentar muito ainda nos próximos dias/semanas com toda a certeza.

Até que Dzhokhar Tsarnaev tenha sua vida tirada pela justiça americana passará um bom tempo ainda, é um processo lento e demorado até que se chegue ao momento exato de sua realização, considerando tantos outros casos que estão na fila para responder pela pena de morte. A questão de Dzhokhar Tsarnaev é que não existe dúvidas de sua responsabilidade nos atos terroristas e por isso ele pode pular a fila de espera, antes até do que muitos pensem ser possível.

Ele não teve ressentimentos pelos seus atos, antes de cometer os mesmos, e merece a pena que foi atribuída à ele. Pessoalmente espero que receba a pena final o mais breve possível.

Dzhokhar Tsarnaev no momento de sua prisão
Dzhokhar Tsarnaev no momento de sua prisão

Abaixo algumas fotos do ataque terrorista, para não se esquecer o que um condenado à morte fez por merecer.PROMO

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TOPSHOTS - A video grab shows the victims of one of the blasts at the finish line of the Marathon in Boston, Massachusetts on April, 15, 2013. At least two people were killed and 23 others wounded when two explosions struck near the finish line of the Boston Marathon, sparking scenes of panic, police said.    TOPSHOTS / AFP PHOTO / Marc Hagopian / AFPTV

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Still image taken from video courtesy of NBC shows an explosion at the Boston Marathon, April 15, 2013. Two explosions struck the marathon as runners crossed the finish line on Monday, witnesses said, injuring an unknown number of people on what is ordinarily a festive day in the city. REUTERS/NBC/Handout (UNITED STATES - Tags: CRIME LAW SPORT ATHLETICS CIVIL UNREST TPX IMAGES OF THE DAY) FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. IT IS DISTRIBUTED, EXACTLY AS RECEIVED BY REUTERS, AS A SERVICE TO CLIENTS. NO ARCHIVES. CNN OUT. AOL OUT. YAHOO OUT. MASSACHUSETTS MEDIA MARKET WEBSITES OUT USA-BOSTON MARATHON/BLAST