Lágrimas de Crocodilo Digitais

PROMOSerá que a natureza está cobrando o preço por tanta poluição? Talvez por tanta depredação dos bens naturais como florestas?

Será que simplesmente estamos vendo o que acontece em determinados momentos do planeta? Seria um aquecimento global? Algo pior ainda está por vir?

Estas são algumas perguntas que passam pela mente de muitas pessoas neste momento por todo o planeta, algumas talvez acreditem até que tenham a resposta em seus estudos sobre suas mesas, enquanto outros acreditam que possuem as verdadeiras causas e explicações dentro de seus conceitos religiosos. Qual conceito está certo ou qual pode estar perto de explicar determinados acontecimentos? Eis a resposta que nunca teremos de forma oficial.

Dentro dessa situação, eu também a minha própria visão sobre tudo isso, pode ser certa ou errada e ainda assim pode não valer de nada para ninguém, afinal de contas eu não estou no olho de nenhum furacão, dentro de uma cidade cercada por enchentes e nem mesmo sendo uma das vítimas fatais em algum país devastado.

O que o ser humano ainda não entendeu é que o tempo despendido para se explicar uma questão natural, sim o que vemos acontecendo atualmente em alguns países nada mais é do que fenômenos naturais, o que acontece de tempos em tempos com maiores ou menores frequências e forças. O que o ser humano precisa entender e realmente se dedicar a realizar, e talvez até explicar, são mesmo o porque de muitos países sofrerem pela mesma fatalidade de ocorrências e a intensidade de preocupação de um para outro ser tão pequena.

Sim, veja como a mídia e as redes sociais estão monitorando a cada gota que caí no estado americano do Texas, mas não olham com 20% de interesse o que aconteceu em Serra Leoa e está acontecendo por todo o Sudeste Asiático. Historicamente falando, as enchentes e os furacões atingem com intensidade mortal as regiões asiáticas com muito mais força, ou com impacto de perdas, do que alguns estados americanos.

Em nenhum momento, vamos deixar bem claro, que efeitos do fatídico Katrina em New Orleans ou o Harvey agora em Houston fazem com que tais tragédias naturais ocorridas nestas cidades americanas tenham menos importância, ou mais, do que acontece neste momento no Sudeste Asiático. A diferença destas tragédias é que, aparentemente, para a mídia e muitas pessoas o susto do efeito após ocorrido é maior quando é nos EUA do que em Nepal, Índia, Bangladesh e outros locais muito mais miseráveis.

A natureza não se preocupa com a conta bancária de quem vai ser atingido, muito pelo contrário, já que as vítimas são frágeis igualmente não importando o tamanho da conta bancária, mas as ajudas não são parecidas, a visibilidade das tragédias não são iguais.
Acredito ser muito importante tentar entender porque celebridades podem doar 1 milhão de dólares do próprio bolso para ajudar uma cidade em seu país, mas não tem a mesma intenção com tragédias do outro lado do mundo, por sinal onde deve ter fãs por lá também…Simples para explicar, a visibilidade de mídia muitas vezes é maior para uma ajuda desse montante para os EUA e não para os pobres empilhados que jazem em Serra Leoa.

Enquanto Houston sofre pelos efeitos do Harvey, um terço ou pouco mais que isso de países inteiros como Bangladesh, Nepal e Índia estão embaixo d’água. Assim devem ficar pelo período de moções que acontecem até final de setembro, um fenômeno anual que pouca importância recebe da grande mídia e que parece ter pouca importância para os grandes humanistas que choram e colocam suas mensagens de apoio ao povo de Houston nas redes sociais.
Todos querem chorar e se comover, mas tem que ser por alguém ou algo que esteja em destaque na imprensa mundial, caso contrário vamos esquecer não é mesmo?
Isso vale para alguns ataques terroristas que aconteceram no passado, enquanto a comoção era mundial para os ataques na França e outros maiores, muitos nem se lembraram de ataques menores nos países africanos e árabes. A máxima é válida: o choro é livre!! Mas se o quer, que o faça por igual, para todos de forma igual se quer demonstrar a sua preocupação para tragédias mundo afora.

Quinze pessoas mortas e alguns milhares desabrigados em Houston, demonstra a grande diferença aos países mais pobres. Houston é uma das maiores cidades americanas, populacional e economicamente falando, que apesar dos grandes efeitos sofridos pela passagem do furacão Harvey, muito em breve vai estar se recuperando e nem parecendo que sofreu algo do tipo, talvez é claro pelas regiões mais pobres da cidade o que é esperado, afinal temos o recente exemplo de New Orleans, onde em alguns pontos turísticos e as principais áreas da cidade nem parece que aconteceu algo com o Katrina por lá, mas nas regiões mais afastadas do centro da cidade e nas mais pobres, parece que o Katrina passou ontem por lá.

E o Sudeste Asiático? Ok, mais de 41 milhões estão desabrigados e milhares estão mortos.

Como agora o efeito Harvey começa a passar um pouco nos EUA, provavelmente a imprensa mundial vai começar a se voltar um pouco mais para o que está acontecendo no Sudeste Asiático. Com certeza veremos muitas pessoas se especializando e chorando agora pela região nas redes sociais. Muito oportuno!!

É muito importante o peso das informações, de forma equilibrada, afinal de contas nenhuma região é melhor ou pior do que a outra, todas envolvem ser humanos sofrendo. Qual a razão de noticiar mais uma do que outra? Qual a razão de postar preces, apoio ou lágrimas nas redes sociais por uma tragédia e não por outra?

Enfim é preciso compreender que o planeta está passando por transformações desde sempre, não importa se foi criado por uma explosão, como o Big Bang, em uma região negra sem astros e que assim foram criados do nada…ou se tudo foi criado por um ser superior que manipula cada cordinha deste mundo para que destinos pré-estabelecidos aconteçam.
O necessário é que todos entendam que em algum momento podem passar por esse tipo de situação, a natureza esta passando por tais transformações e direciona tufões, tempestades tropicais, furacões, maremotos, terremotos, tsunamis para qualquer lugar desse planeta conforme deve acontecer.
O ser humano tem alguma culpa nisso? Destruindo as árvores? Destruindo os pólos? Destruindo o solo? Deflorando as entranhas do planeta para extrair bens de consumo ou mais riquezas? Pode ser que sim, o que eu acho muito mais provável, e afetando tudo que vem acontecendo em seu entorno e para com outros.

Como podemos mudar isso? Existem possibilidades grandes para mudar algumas coisas, mas isso depende de quanto cada um está pronto para abrir mão e fazer com que a natureza não seja sugada de forma tão intensa e tenha chance de se recuperar um pouco daquilo que já foi causado.

Nesse meio tempo, precisamos observar muito mais o que vem acontecendo no mundo como um todo, não fabricando lágrimas de crocodilo nas redes sociais e ficando preso aos acontecimentos que a grande mídia te apresenta e esquecendo que o mundo existe abaixo da linha do Equador, a qual inclusive você está incluso, e que os continentes são grandes e todo tipo de pessoas podem estar sofrendo no mesmo instante.
Se quer acordar um pouco para o que acontece no mundo, comece abrindo os seus olhos e limpando os seus ouvidos para algo muito maior do que a grande mídia quer que você veja. Talvez assim todos possam entender muito melhor o mundo em que vive, observar as desigualdades reais e motivos para tantas desavenças entre os seres humanos.

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Carrie Fischer – A Eterna Princesa Leia

Na última terça-feira, dia 27 de dezembro de 2016, a atriz Carrie Fischer – a nossa eterna Princesa Leia da saga “Star Wars” – faleceu por uma parada cardíaca.

A atriz estava internada desde a sexta-feira anterior, quando sofreu um ataque cardíaco durante um voo entre Londres e Los Angeles. Ela retornava de uma viajem de divulgação de seu livro de memórias lançado recentemente, quando aproveitou também para gravar suas últimas cenas para a série “Catastrophe”, da Amazon. Ela recebeu atendimento dentro do próprio avião, ficando quase 10 minutos sem respirar quando ainda faltava 15 minutos para o pouso em Los Angeles.

Carrie Fischer estreou no cinema em 1975, ao lado de Warren Beatty e Goldie Hawn, no filme “Shampoo”. Dois anos depois, o grande papel que marcou a sua vida apareceu. Ela participou de “Star Wars” e se transformou na eterna Princesa Leia Organa.

(N.Ed.: Na época do primeiro filme, ela teve um caso com o ator Harrison Ford)

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Como atriz, Carrie Fischer nos deixou um total de 90 trabalhos, incluindo dois ainda não lançados oficialmente:

Wonderwell (announced) 2017
Star Wars: Episode VIII (post-production) 2016
Lego Star Wars: The Force Awakens (Video Game) 2014-2016
Girlfriends’ Guide to Divorce (TV Series) 2005-2016
Uma Família da Pesada (TV Series) (voice) 2015
Star Wars: O Despertar da Força 2015
Catastrophe (TV Series) 2014
Mapas para as Estrelas 2014
Legit (TV Series) 2014
Big Bang: A Teoria (TV Series) 2012 – 2014
It’s Christmas, Carol! (TV Movie) 2012
Dishonored (Video Game) (voice) 2011
Jardim de Poesias para Crianças (TV Movie) (voice) 2010
Wright vs. Wrong (TV Movie) 2010
Entourage: Fama & Amizade (TV Series) 2009
Pacto Secreto 2009
Loucos E Fãs 2009
White Lightnin’ 2008
Robot Chicken: Star Wars Episode II (TV Short) (voice) 2008
Mulheres: O Sexo Forte 2007
Um Maluco na TV (TV Series) 2007
Side Order of Life (TV Series) 2007
Weeds (TV Series) 2007
Odd Job Jack (TV Series) 2007
Clube das Lobas 2007
Escritor Fantasma 2006
Friendly Fire (Video) 2005
Romancing the Bride (TV Movie) 2005
Smallville: As Aventuras do Superboy (TV Series) 2005
Encontro com o Acaso 2004
Jack & Bobby (TV Series) 2004
Perfeitos no Amor 2003
Good Morning, Miami (TV Series) 2003
Crimes em Wonderland 2003
As Panteras: Detonando 2002
A Midsummer Night’s Rave 2002
A Nero Wolfe Mystery (TV Series) 2001
O Império (do Besteirol) Contra-Ataca 2001
Doce Trapaça 2001
As Damas de Hollywood (TV Movie) 2000
Sex and the City (TV Series) 2000
Gente Famosa 2000
Pânico 3 1999
It’s Like, You Know… (TV Series) 1998
Dr. Katz, Professional Therapist (TV Series) 1997
Gun (TV Series) 1997
Austin Powers: 000 – Um Agente Nada Discreto 1995
Present Tense, Past Perfect (TV Short) 1995
Frasier (TV Series) (voice) 1992
Esta é Minha Vida 1991
Hook: A Volta do Capitão Gancho 1991
Segredos de uma Novela 1991
Um Sonho Chamado Fred 1990
Tem um Morto ao Meu Lado 1990
Doce Vingança 1989
Trying Times (TV Series) 1989
Harry & Sally: Feitos um para o Outro 1989
She’s Back 1989
Two Daddies? (TV Movie) (voice) 1989
Loverboy – Garoto de Programa 1989
Meus Vizinhos São um Terror 1988
Encontro Marcado com a Morte 1987
The Time Guardian 1987
As Amazonas na Lua 1987
Paul Reiser Out on a Whim (TV Movie) 1987
Histórias Maravilhosas (TV Series) 1986
Abertura Disneylândia (TV Series) 1986
Liberty (TV Movie) 1986
Hollywood Vice Squad 1986
Hannah e Suas Irmãs 1985
From Here to Maternity (TV Short) 1985
Happily Ever After (TV Movie) (voice) 1985
George Burns Comedy Week (TV Series) 1985
O Homem do Sapato Vermelho 1984
Frankenstein (TV Movie) 1984
Garbo Talks 1984
Teatro dos Contos de Fada (TV Series) 1983
O Retorno de Jedi 1982
Laverne & Shirley (TV Series) 1981
Hotel das Confusões 1980
Os Irmãos Cara de Pau 1980
O Império Contra-Ataca 1980
Saturday Night Live (TV Series) 1978
The Star Wars Holiday Special (TV Movie) 1978
Deixe ontem para trás (TV Movie) 1978
Ringo (TV Movie) 1977
Come Back, Little Sheba (TV Movie) 1977
Guerra nas Estrelas 1977
Shampoo 1975
Debbie Reynolds and the Sound of Children (TV Movie) 1969

Carrie Fischer ainda deixou 11 trabalhos como roteirista, 11 trabalhos como compositora/cantora para filmes, séries e especiais de tv. Também foi produtora de “As Damas de Hollywood” em 2001 e tem mais de 130 programas especiais contando com sua participação.

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FATOS INUSITADOS: Quem foi John Torrington?

Você sabe quem foi John Torrington? Ele era parte da expedição de Sir John Franklin, que foi realizada para procurar a passagem noroeste e encurtar o caminho entre Ásia e América do Norte, aquele mesmo caminho que poderia ter sido usado em um passado remoto pelos povos nômades que circulavam entre os continentes. Um membro da marinha real inglesa.

A expedição saiu de Grenhithe, na Inglaterra, com dois navios, o HGMS Terror e o HMS Erebus, no dia 19 de maio de 1845. A programação era de que durasse pelo menos três anos, com isso a expedição levou o suficiente para atender este período, mas após julho do mesmo ano ninguém da expedição foi visto ou ouvido.

Logo outras expedições foram enviadas, mas desta vez apenas para encontrar os membros da expedição original. Nada foi encontrado até 1850, quando algumas ruínas, cantis e três sepulturas foram avistadas. As sepulturas eram de William Braine, John Hartnell e de John Torrington. O último apresentava ter morrido após sete meses desde o início da expedição original. Nunca surgiu, à época, explicações contundentes de como membros da equipe teriam morrido de forma tão rápida. Em 1976, as sepulturas foram redescobertas em Beechey Island, na região de Nunavut no atual Canadá, assim as lápides (supondo ser as originais) foram transferidas para a cidade de Yellowknife, no Centro Prince Of Wales. O mistério só foi solucionado em 1980, quando o antropologista Owen Beattie decidiu analisar os corpos.PROMO

Assim que liberado pelos descendentes de John Torrington, Owen Beattie e sua equipe começaram a trabalhar no dia 17 de agosto de 1984. O caixão de Torrington estava há 1,5 metros abaixo de camadas de gelo intensas e após a equipe passar por estas camadas e abrir o caixão houve uma surpresa imensa, devido a forma de preservação do corpo dele. Com extremo cuidado da equipe, o corpo foi descongelado, assim sendo possível observar que Torrington estava muito doente antes de sua morte, estando com suas costelas bem aparentes abaixo de uma fina camada de tecido, considerando que o corpo ficou bem conservado devido ao congelamento e sofrendo mínimas alterações de decomposição desde o dia de sua morte.

Os exames iniciais mostraram que eles passou por sérios problemas de tuberculose e pneumonia durante o período inicial da expedição, sendo que a pneumonia foi a sua causa morte. Em mais detalhados exames foi constatado que os membros da expedição sofreram de um envenenamento precoce e isso causou um breve final para todos, considerando o que foi observado nos corpos a disposição da equipe de Beattie. A forma que os alimentos foram estocados provavelmente foi a causada do envenenamento da comida.

Um destaque interessante sobre todo esse episódio é que os fatos trouxeram uma grande inspiração para alguns artistas como James Taylor, para a canção “The Frozen Man”, assim como a banda inglesa Iron Maiden, com a música “Stranger in a Strange Land”. O poema “Envying Owen Beattie” do britânico Shyeenagh Pugh sobre o tema ganhou alguns prêmios após publicado. A expedição de Sir John Franklin acabou inspirando os autores Margaret Atwood e Mordecai Richler, que utilizaram as informações do livro “Frozen In Time: The Fate of the Franklin Expedition” (Beattie e John G. Geiger), Atwood com um conto intitulado “The Age of Lead” e Richter com uma novela intitulada “Solomon Gursky Was Here”.

Abaixo é possível conferir algumas fotos do corpo mumificado pelo gelo, feitas pela equipe de Beattie quando do degelo em 1984.

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O polêmico humor negro francês

A revista francesa Charlie Hedbo vem trazendo mais uma capa que vai causar muito alarde, ou melhor já está causando burburinhos apenas pela divulgação da mesma. Como podemos ver abaixo, a capa faz referência aos ataques terroristas acontecidos em Bruxelas, na Bélgica.

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Não seria de esperar algo diferente da revista, ainda mais quando mesmo após a mesma ser alvo de ataques, por assim dizer terroristas, quando sua sede foi invadida e membros acabaram morrendo, não poderia agir de outra forma nesse momento.

Podemos olhar de muitas maneiras diferentes a posição dos tópicos e das diferentes formas que eles abordam cada caso em suas edições, mas nunca podemos esquecer que a revista tem o humor negro como base de suas publicações, não importa a quem eles vão incomodar.

Felizmente a posição e a forma que a revista trata qualquer assunto me agrada, até porque não adianta apenas lamentar, chorar, reclamar, ofender e apontar os dedos para que lado for se, ao final de tudo isso, não existir uma posição séria e totalmente direta sobre determinados assuntos. Os editores da revista não se escondem em nenhum caso, são diretos e mesmo que de alguma forma mais obtusa, ainda são sinceros e não esperam a concordância de todos.

A revista com certeza atinge o seu resultado que é fazer rir, para alguns, e de trazer a discussão dos fatos apresentados por ali de alguma ou de outra, só que em determinados lugares onde o politicamente correto é mais importante do que a sinceridade e opinião clara, vivemos em um país assim, uma revista como essa é vista de forma pejorativa e sem chance de mostrar os seus reais objetivos, que está muito além de simplesmente demonstrar uma visão humorística pueril.

Precisamos de revistas como estas para abrir a mente das pessoas que acham que o mundo só funciona de um jeito, onde tudo é fatidicamente tudo igual, quando o que mais temos são as diferenças…muitas delas que matam o próximo exatamente por ser diferente.

C’es la vie

A cidade francesa de Paris mais uma vez é alvo de ataques terroristas. O que infelizmente não podemos dizer ser nenhuma novidade. A novidade maior nesse caso talvez seja a forma organizada que foi realizado. Os ataques aconteceram de forma ordenada em um shopping, em um estádio, um bar, uma casa de shows e um restaurante.

Esses ataques mostram a real intenção dos terroristas em fazer alvo pessoas comuns, vivendo em seu dia a dia, que de alguma forma ainda tinha uma rotina tranquila, mesmo que saibamos que a cidade não vivia de forma alguma uma vida tranquila desde o ataque ao jornal Charlie Hedbo.

Um dia antes houve uma ameaça de bomba no hotel em que a seleção de futebol alemã estava hospedada, um hotel onde a seleção brasileira esteve da última vez que passou pela cidade, o que já deixava claro que algo estava por vir.

Oficialmente, os números surpreendem pelo montante de mortos – acima de 120 pessoas, mas me causa ainda mais espanto que já temos outros 99 feridos, alguns mais graves e outros nem tanto. Infelizmente dois desses eram brasileiros, que estavam no restaurante, e com certeza nunca poderiam imaginar que um simples jantar poderia ser interrompido de forma tão abrupta.

O Estado Islâmico já reivindicou a autoria dos atentados para si, mas não temos como aber se essa foi uma forma de mostrar uma rápida resposta ao ataque sofrido pelos bombardeiros americanos no Iraque, o qual matou pelo menos três de seus principais assassinos, incluindo aí um britânico conhecido como Jihad John, ou se foi uma infeliz coincidência ter a data da sexta-feira, dia 13 de novembro de 2015, como momento escolhido pelos terroristas.

O fato é que esse grupo islâmico em questão está mostrando que tem força muito além das fronteiras da Síria e Iraque. A Rússia já sentiu isso com a morte de mais de 500 russos na explosão de um avião no Egito há poucas semanas, onde tudo indica que foi uma bomba no compartimento de carga que causou tal “acidente”. Agora é a vez da França que está em solo iraquiano ajudando as tropas locais e os americanos a combater o EI por lá.

O ataque mais recente até então, como dito, foi ao jornal Charlie Hedbo, em um momento de resposta direta ao que eles estavam escrevendo e usando de seu humor para atacar determinados setores do islamismo, mas esse agora abriu um espaço muito maior, até porque os ataques são diretamente voltados para a população comum.

Um restaurante, um bar e um shopping demonstram não ter um perfil exato de alvo a ser traçado, mas sim um resultado mais sangrento possível, afetando assim a população em geral parisiense. O ataque a casa de shows Bataclan deixou claro, até mesmo pelo comunicado que o EI fez após os ataques, que eles queriam atacar os jovens que estavam no local cultuando um estilo de música permissiva pela visão deles. No local tocava a banda Eagles Of Death Metal, de Rock’n’Metal. Uma resposta bem clara ao tipo de pessoas que eles querem afetar também.

O EI não está medindo esforços para mostrar que quem não pensa como eles é um inimigo em potencial. Assim sendo qualquer país poderá ser alvo em qualquer momento, porque onde não houver um movimento islamista ativo, com certeza é um alvo potencial de ataque deles.

A questão agora é saber se os terroristas, que atacaram a cidade de Paris ontem, são franceses convertidos e que sofreram a lavagem cerebral do grupo ou se são terroristas que se utilizaram de possibilidades de entrar em algum país europeu no fluxo dos refugiados que tem vindo da Síria, Afeganistão e outros países em guerra.

Vale lembrar também que há poucos dias, dentro da Alemanha, centros de refugiados foram atacados por alemães que não estão aceitando com bons olhos esse mar de refugiados em seu país, com certeza o país poderá ser alvo muito em breve de algo do tipo também. Na Europa, na verdade, todos os países são alvos em potenciais por alguma determinada situação.

O EI é um tipo de combatente muito mais complicado para se lutar contra, ele não tem um país como origem, eles tem propostas e visões que seguem de um determinado ideal, são pessoas que nascem em países que normalmente não teriam terroristas, mas que acabam se identificando e tendo a oportunidade de mostrar sua raiva contra o sistema através de ações como essas, talvez por isso essa seja uma guerra nada fácil de se vencer.

A batalha agora é por ideais, é uma guerra mental…o uso das balas só acontece no momento que um ataque vem à tona e isso nem sempre é possível se prever, realmente é praticamente impossível achar a hora exata de um ataque. Nem todos tem uma marca que possa afirmar que este ou aquele é um terrorista.

Lamentamos por vidas inocentes perdidas em Paris, esperamos que os governos de todo o mundo consigam se organizar para que não aconteçam mais fatos como estes ocorridos na cidade como ontem, mas é certo de que vivemos em um momento do mundo, onde qualquer cidade é um alvo em potencial.

Infelizmente não são as palavras de fé que poderão salvar esta ou aquela vida, porque são as mesmas palavras que fazem com que cheguemos a este ponto. Todas as crenças tem seus extremistas e o que é preciso agora é colocar a visão política, social e econômica à frente da religiosa para poder achar o ponto de equilíbrio deste mundo em que vivemos, já que a religião está a cada dia mais tirando o centro de todos nós.

PROMO

Brasileiro executado na Indonésia

PROMO

Hoje o brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte foi executado na Indonésia.

Encerra-se mais uma capítulo do envolvimento político entre Brasil e Indonésia, mostrando mais uma vez que o nosso governo federal defendeu, até o último segundo, a proteção da vida de um cidadão brasileiro. Até esse momento tudo bem, devemos ter isso em mente mesmo, mas não podemos esquecer o principal fator que é a acusação real de tráfico de drogas em flagrante de Rodrigo.

Sabe-se muito bem que a pena para esse tipo de delito na Indonésia é a pena de morte e olhando por esse prisma temos a certeza de que por mais que o Brasil tentasse, nunca iria conseguir convencer um país a mudar a sua decisão. Isso é ir contra a soberania e leis da Indonésia – ou de qualquer país.

A prisão de Nusakambangan foi o local da execução do brasileiro e de outros 8 acusados pelo mesmo crime. Destes apenas uma filipina foi poupada, porque foi provado que existe dúvidas quanto a sua culpa.

A família dele tentou o tempo todo conseguir a isenção da pena, alegando que o mesmo era esquizofrênico. Certo, mas doente ou não, ele tinha plena consciência de que levar 6 kg escondidos em pranchas de surfe era errado, era contra as leis e que podia pagar com a vida se fosse pego…e foi!!

Mais uma vez, o presidente indonésio mostrou a sua força frente a pressão internacional, já que dois australianos, três nigerianos, um ganês e um indonésio também foram executados ao lado do brasileiro hoje. Palmas para ele, por fazer cumprir as leis de seus país.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo
O presidente da Indonésia, Joko Widodo

O Brasil precisa entender que existe uma necessidade imensa de justiça, seja lá na Indonésia ou aqui, e está na hora disso começar a acontecer. Vejam quantas mortes são ligadas ao tráfico, seja direta ou indiretamente.

Existem provas suficientes para vermos que o tráfico é um dos maiores males do Brasil hoje, junto com a corrupção, dominando cidades inteiras – inclusive capitais como o Rio de Janeiro. Os governos, tanto estaduais quanto federal, não demonstram potencial algum de conseguir combater isso no Brasil, vemos os direitos humanos brigando contra qualquer opinião a favor da pena de morte, mas não demonstram outras formas de contribuir para que tudo isso melhore.

O tráfico é um dos grandes cânceres expostos de uma sociedade como o Brasil, mas se torna ainda pior quando vemos a forme veemente como o nosso governo tenta usar de todos os recursos possíveis para salvar a vida de um traficante fora do país…ele foi considerado culpado, não tem questão. Por isso se fez cumprir a pena da Indonésia.

O governo brasileiro deveria estar olhando melhor o próprio umbigo, vendo as suas falhas internas quanto ao cerco contra o tráfico, vendo o quanto é ineficaz em resolver os seus próprios problemas e deixar quem está realmente fazendo o seu direitinho lá fora

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O governo federal precisa entender que está perdendo a guerra dentro de casa, está ficando cercado em seus palácios enquanto os verdadeiros donos do país crescem cada vez mais dentro de seus barracos.
Mas a verdade é que o câncer já dá seus frutos de dentro do poder faz décadas e por isso não é parado facilmente, a força nacional para impedir tais traficantes (os donos de tudo mesmo) é pífia quando sabemos que muitos dos donos da droga distribuía por todo o país estão ade alguma forma próximos do poder.

Hoje morreu o brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte por ser culpado de tráfico, mas alguém já se preocupou em listar todos os nomes de brasileiros que hoje morreram por overdose, por bala perdida, por envolvimento de alguma forma com as drogas em nosso país?? Claro que não…esses nomes serão apenas mais números em uma estatística que dá votos na próxima eleição, não dão atenção para as notícias…são comuns perante o interesse dos poderosos.

O fato é que enquanto a ‘guerra’ contra o tráfico está aí, os votos são ganhos todos os anos…resolver os problemas nem sempre é a solução boa para todos.

PROMO

Os grandes nunca vão presos.
Os grandes nunca vão presos.