Lágrimas de Crocodilo Digitais

PROMOSerá que a natureza está cobrando o preço por tanta poluição? Talvez por tanta depredação dos bens naturais como florestas?

Será que simplesmente estamos vendo o que acontece em determinados momentos do planeta? Seria um aquecimento global? Algo pior ainda está por vir?

Estas são algumas perguntas que passam pela mente de muitas pessoas neste momento por todo o planeta, algumas talvez acreditem até que tenham a resposta em seus estudos sobre suas mesas, enquanto outros acreditam que possuem as verdadeiras causas e explicações dentro de seus conceitos religiosos. Qual conceito está certo ou qual pode estar perto de explicar determinados acontecimentos? Eis a resposta que nunca teremos de forma oficial.

Dentro dessa situação, eu também a minha própria visão sobre tudo isso, pode ser certa ou errada e ainda assim pode não valer de nada para ninguém, afinal de contas eu não estou no olho de nenhum furacão, dentro de uma cidade cercada por enchentes e nem mesmo sendo uma das vítimas fatais em algum país devastado.

O que o ser humano ainda não entendeu é que o tempo despendido para se explicar uma questão natural, sim o que vemos acontecendo atualmente em alguns países nada mais é do que fenômenos naturais, o que acontece de tempos em tempos com maiores ou menores frequências e forças. O que o ser humano precisa entender e realmente se dedicar a realizar, e talvez até explicar, são mesmo o porque de muitos países sofrerem pela mesma fatalidade de ocorrências e a intensidade de preocupação de um para outro ser tão pequena.

Sim, veja como a mídia e as redes sociais estão monitorando a cada gota que caí no estado americano do Texas, mas não olham com 20% de interesse o que aconteceu em Serra Leoa e está acontecendo por todo o Sudeste Asiático. Historicamente falando, as enchentes e os furacões atingem com intensidade mortal as regiões asiáticas com muito mais força, ou com impacto de perdas, do que alguns estados americanos.

Em nenhum momento, vamos deixar bem claro, que efeitos do fatídico Katrina em New Orleans ou o Harvey agora em Houston fazem com que tais tragédias naturais ocorridas nestas cidades americanas tenham menos importância, ou mais, do que acontece neste momento no Sudeste Asiático. A diferença destas tragédias é que, aparentemente, para a mídia e muitas pessoas o susto do efeito após ocorrido é maior quando é nos EUA do que em Nepal, Índia, Bangladesh e outros locais muito mais miseráveis.

A natureza não se preocupa com a conta bancária de quem vai ser atingido, muito pelo contrário, já que as vítimas são frágeis igualmente não importando o tamanho da conta bancária, mas as ajudas não são parecidas, a visibilidade das tragédias não são iguais.
Acredito ser muito importante tentar entender porque celebridades podem doar 1 milhão de dólares do próprio bolso para ajudar uma cidade em seu país, mas não tem a mesma intenção com tragédias do outro lado do mundo, por sinal onde deve ter fãs por lá também…Simples para explicar, a visibilidade de mídia muitas vezes é maior para uma ajuda desse montante para os EUA e não para os pobres empilhados que jazem em Serra Leoa.

Enquanto Houston sofre pelos efeitos do Harvey, um terço ou pouco mais que isso de países inteiros como Bangladesh, Nepal e Índia estão embaixo d’água. Assim devem ficar pelo período de moções que acontecem até final de setembro, um fenômeno anual que pouca importância recebe da grande mídia e que parece ter pouca importância para os grandes humanistas que choram e colocam suas mensagens de apoio ao povo de Houston nas redes sociais.
Todos querem chorar e se comover, mas tem que ser por alguém ou algo que esteja em destaque na imprensa mundial, caso contrário vamos esquecer não é mesmo?
Isso vale para alguns ataques terroristas que aconteceram no passado, enquanto a comoção era mundial para os ataques na França e outros maiores, muitos nem se lembraram de ataques menores nos países africanos e árabes. A máxima é válida: o choro é livre!! Mas se o quer, que o faça por igual, para todos de forma igual se quer demonstrar a sua preocupação para tragédias mundo afora.

Quinze pessoas mortas e alguns milhares desabrigados em Houston, demonstra a grande diferença aos países mais pobres. Houston é uma das maiores cidades americanas, populacional e economicamente falando, que apesar dos grandes efeitos sofridos pela passagem do furacão Harvey, muito em breve vai estar se recuperando e nem parecendo que sofreu algo do tipo, talvez é claro pelas regiões mais pobres da cidade o que é esperado, afinal temos o recente exemplo de New Orleans, onde em alguns pontos turísticos e as principais áreas da cidade nem parece que aconteceu algo com o Katrina por lá, mas nas regiões mais afastadas do centro da cidade e nas mais pobres, parece que o Katrina passou ontem por lá.

E o Sudeste Asiático? Ok, mais de 41 milhões estão desabrigados e milhares estão mortos.

Como agora o efeito Harvey começa a passar um pouco nos EUA, provavelmente a imprensa mundial vai começar a se voltar um pouco mais para o que está acontecendo no Sudeste Asiático. Com certeza veremos muitas pessoas se especializando e chorando agora pela região nas redes sociais. Muito oportuno!!

É muito importante o peso das informações, de forma equilibrada, afinal de contas nenhuma região é melhor ou pior do que a outra, todas envolvem ser humanos sofrendo. Qual a razão de noticiar mais uma do que outra? Qual a razão de postar preces, apoio ou lágrimas nas redes sociais por uma tragédia e não por outra?

Enfim é preciso compreender que o planeta está passando por transformações desde sempre, não importa se foi criado por uma explosão, como o Big Bang, em uma região negra sem astros e que assim foram criados do nada…ou se tudo foi criado por um ser superior que manipula cada cordinha deste mundo para que destinos pré-estabelecidos aconteçam.
O necessário é que todos entendam que em algum momento podem passar por esse tipo de situação, a natureza esta passando por tais transformações e direciona tufões, tempestades tropicais, furacões, maremotos, terremotos, tsunamis para qualquer lugar desse planeta conforme deve acontecer.
O ser humano tem alguma culpa nisso? Destruindo as árvores? Destruindo os pólos? Destruindo o solo? Deflorando as entranhas do planeta para extrair bens de consumo ou mais riquezas? Pode ser que sim, o que eu acho muito mais provável, e afetando tudo que vem acontecendo em seu entorno e para com outros.

Como podemos mudar isso? Existem possibilidades grandes para mudar algumas coisas, mas isso depende de quanto cada um está pronto para abrir mão e fazer com que a natureza não seja sugada de forma tão intensa e tenha chance de se recuperar um pouco daquilo que já foi causado.

Nesse meio tempo, precisamos observar muito mais o que vem acontecendo no mundo como um todo, não fabricando lágrimas de crocodilo nas redes sociais e ficando preso aos acontecimentos que a grande mídia te apresenta e esquecendo que o mundo existe abaixo da linha do Equador, a qual inclusive você está incluso, e que os continentes são grandes e todo tipo de pessoas podem estar sofrendo no mesmo instante.
Se quer acordar um pouco para o que acontece no mundo, comece abrindo os seus olhos e limpando os seus ouvidos para algo muito maior do que a grande mídia quer que você veja. Talvez assim todos possam entender muito melhor o mundo em que vive, observar as desigualdades reais e motivos para tantas desavenças entre os seres humanos.

Anúncios

FATOS INUSITADOS: Quem foi John Torrington?

Você sabe quem foi John Torrington? Ele era parte da expedição de Sir John Franklin, que foi realizada para procurar a passagem noroeste e encurtar o caminho entre Ásia e América do Norte, aquele mesmo caminho que poderia ter sido usado em um passado remoto pelos povos nômades que circulavam entre os continentes. Um membro da marinha real inglesa.

A expedição saiu de Grenhithe, na Inglaterra, com dois navios, o HGMS Terror e o HMS Erebus, no dia 19 de maio de 1845. A programação era de que durasse pelo menos três anos, com isso a expedição levou o suficiente para atender este período, mas após julho do mesmo ano ninguém da expedição foi visto ou ouvido.

Logo outras expedições foram enviadas, mas desta vez apenas para encontrar os membros da expedição original. Nada foi encontrado até 1850, quando algumas ruínas, cantis e três sepulturas foram avistadas. As sepulturas eram de William Braine, John Hartnell e de John Torrington. O último apresentava ter morrido após sete meses desde o início da expedição original. Nunca surgiu, à época, explicações contundentes de como membros da equipe teriam morrido de forma tão rápida. Em 1976, as sepulturas foram redescobertas em Beechey Island, na região de Nunavut no atual Canadá, assim as lápides (supondo ser as originais) foram transferidas para a cidade de Yellowknife, no Centro Prince Of Wales. O mistério só foi solucionado em 1980, quando o antropologista Owen Beattie decidiu analisar os corpos.PROMO

Assim que liberado pelos descendentes de John Torrington, Owen Beattie e sua equipe começaram a trabalhar no dia 17 de agosto de 1984. O caixão de Torrington estava há 1,5 metros abaixo de camadas de gelo intensas e após a equipe passar por estas camadas e abrir o caixão houve uma surpresa imensa, devido a forma de preservação do corpo dele. Com extremo cuidado da equipe, o corpo foi descongelado, assim sendo possível observar que Torrington estava muito doente antes de sua morte, estando com suas costelas bem aparentes abaixo de uma fina camada de tecido, considerando que o corpo ficou bem conservado devido ao congelamento e sofrendo mínimas alterações de decomposição desde o dia de sua morte.

Os exames iniciais mostraram que eles passou por sérios problemas de tuberculose e pneumonia durante o período inicial da expedição, sendo que a pneumonia foi a sua causa morte. Em mais detalhados exames foi constatado que os membros da expedição sofreram de um envenenamento precoce e isso causou um breve final para todos, considerando o que foi observado nos corpos a disposição da equipe de Beattie. A forma que os alimentos foram estocados provavelmente foi a causada do envenenamento da comida.

Um destaque interessante sobre todo esse episódio é que os fatos trouxeram uma grande inspiração para alguns artistas como James Taylor, para a canção “The Frozen Man”, assim como a banda inglesa Iron Maiden, com a música “Stranger in a Strange Land”. O poema “Envying Owen Beattie” do britânico Shyeenagh Pugh sobre o tema ganhou alguns prêmios após publicado. A expedição de Sir John Franklin acabou inspirando os autores Margaret Atwood e Mordecai Richler, que utilizaram as informações do livro “Frozen In Time: The Fate of the Franklin Expedition” (Beattie e John G. Geiger), Atwood com um conto intitulado “The Age of Lead” e Richter com uma novela intitulada “Solomon Gursky Was Here”.

Abaixo é possível conferir algumas fotos do corpo mumificado pelo gelo, feitas pela equipe de Beattie quando do degelo em 1984.

PROMOPROMOPROMO