FATOS INUSITADOS: Quem foi John Torrington?

Você sabe quem foi John Torrington? Ele era parte da expedição de Sir John Franklin, que foi realizada para procurar a passagem noroeste e encurtar o caminho entre Ásia e América do Norte, aquele mesmo caminho que poderia ter sido usado em um passado remoto pelos povos nômades que circulavam entre os continentes. Um membro da marinha real inglesa.

A expedição saiu de Grenhithe, na Inglaterra, com dois navios, o HGMS Terror e o HMS Erebus, no dia 19 de maio de 1845. A programação era de que durasse pelo menos três anos, com isso a expedição levou o suficiente para atender este período, mas após julho do mesmo ano ninguém da expedição foi visto ou ouvido.

Logo outras expedições foram enviadas, mas desta vez apenas para encontrar os membros da expedição original. Nada foi encontrado até 1850, quando algumas ruínas, cantis e três sepulturas foram avistadas. As sepulturas eram de William Braine, John Hartnell e de John Torrington. O último apresentava ter morrido após sete meses desde o início da expedição original. Nunca surgiu, à época, explicações contundentes de como membros da equipe teriam morrido de forma tão rápida. Em 1976, as sepulturas foram redescobertas em Beechey Island, na região de Nunavut no atual Canadá, assim as lápides (supondo ser as originais) foram transferidas para a cidade de Yellowknife, no Centro Prince Of Wales. O mistério só foi solucionado em 1980, quando o antropologista Owen Beattie decidiu analisar os corpos.PROMO

Assim que liberado pelos descendentes de John Torrington, Owen Beattie e sua equipe começaram a trabalhar no dia 17 de agosto de 1984. O caixão de Torrington estava há 1,5 metros abaixo de camadas de gelo intensas e após a equipe passar por estas camadas e abrir o caixão houve uma surpresa imensa, devido a forma de preservação do corpo dele. Com extremo cuidado da equipe, o corpo foi descongelado, assim sendo possível observar que Torrington estava muito doente antes de sua morte, estando com suas costelas bem aparentes abaixo de uma fina camada de tecido, considerando que o corpo ficou bem conservado devido ao congelamento e sofrendo mínimas alterações de decomposição desde o dia de sua morte.

Os exames iniciais mostraram que eles passou por sérios problemas de tuberculose e pneumonia durante o período inicial da expedição, sendo que a pneumonia foi a sua causa morte. Em mais detalhados exames foi constatado que os membros da expedição sofreram de um envenenamento precoce e isso causou um breve final para todos, considerando o que foi observado nos corpos a disposição da equipe de Beattie. A forma que os alimentos foram estocados provavelmente foi a causada do envenenamento da comida.

Um destaque interessante sobre todo esse episódio é que os fatos trouxeram uma grande inspiração para alguns artistas como James Taylor, para a canção “The Frozen Man”, assim como a banda inglesa Iron Maiden, com a música “Stranger in a Strange Land”. O poema “Envying Owen Beattie” do britânico Shyeenagh Pugh sobre o tema ganhou alguns prêmios após publicado. A expedição de Sir John Franklin acabou inspirando os autores Margaret Atwood e Mordecai Richler, que utilizaram as informações do livro “Frozen In Time: The Fate of the Franklin Expedition” (Beattie e John G. Geiger), Atwood com um conto intitulado “The Age of Lead” e Richter com uma novela intitulada “Solomon Gursky Was Here”.

Abaixo é possível conferir algumas fotos do corpo mumificado pelo gelo, feitas pela equipe de Beattie quando do degelo em 1984.

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Você sabe liderar? Você é um chefe ou líder?

Hoje sabemos que possuir cargos de liderança não é para qualquer perfil, os modelos são diversos e o cuidado em como gerir essa liderança vai muito além de certos padrões institucionalizados e adotados como modelos em muitos lugares, principalmente no Brasil.

Felizmente essa mentalidade no Brasil tem tomado melhores rumos, mas ainda vemos/sabemos sobre aquele modelo antiguado de “comandar”. Aquele que quer se impor e ser totalmente autoritário, que centraliza tudo e que quer resultados e lucros a qualquer custo. Esse modelo de líder não tem o respeito verdadeiro de seus funcionários, tem sim o medo, e pela falta de abertura nas relações é muito provável que muitas falhas aconteçam, porque este modelo de líder quer que suas ordens sejam cumpridas sem debate, como ele achar melhor. A motivação ou incentivo nunca parte dele, afinal a excelência, em sua visão, é um dever do funcionário. A culpa é sempre do funcionário e quando tudo é perfeito tudo é por razão de suas “habilidades” em comandar.

E a diferença para os líderes atuais??

A formação dos líderes nos últimos quinze anos passou por uma mudança imensa, com a característica de conduzir e inspirar suas equipes, fugir daquela coisa antiga de mandar e ser obedecido cegamente.
Esse novo líder dá o caminho e motiva sua equipe, mas não fica só olhando, ele vai junto e batalha por esta conquista junto. Então não é o líder que deu o caminho que será apontado como o grande idealista e sim uma equipe vitoriosa com todos correspondendo aos seus papéis, mas ainda assim valorizando o espírito do conjunto.
A busca por resultados é muito importante, mas a forma como vai conseguir alcançar estes resultados é que valoriza ainda mais o senso da palavra equipe no mercado atual. O poder deixa de ser centralizado, para ser dividido e colocar a responsabilidade nos braços de todos, porque todos podem opinar para ajudar a definir as melhores diretrizes para alcançar os objetivos. Cada um poderá oferecer o seu melhor, deixando de ficar acoado em um canto sem poder falar, como acontecia com o modo antigo do chefe mais bruto e sem senso de equipe. É preciso dar abertura para descobrir as habilidades de todos, descobrir suas dificuldades e trabalhar a melhor forma possível para melhorar as habilidades existentes e procurar a melhor forma para superar todas as dificuldades.

O melhor de tudo é que o líder atual divide tanto as suas conquistas, quanto as suas falhas, com a equipe, porque ninguém está pronto sempre para ser apenas um único destaque sem ao final de tudo se transformar naquele chefe ranzinza novamente.

O perfil é impossível de ser alcançado sem bons treinamentos para descobrir onde você é bom ou ruim antes de se tornar um líder, mas é importante saber olhar as suas falhas e erros, para melhorar e assim junto com a equipe se tornar ainda mais eficiente. Alguns conseguem aflorar essa naturalidade em liderar sem muito esforço, apenas no dia a dia demonstram sem mesmo perceber, são os líderes natos, enquanto isso, o restante precisa de um pouco mais de treinamento para achar o tipo de líder certo dentro de si.

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