Netflix é o próximo alvo no Brasil

Vocês tem acompanhado o caso UBER? Pois é, eu entendo a posição dos taxistas, mas ao mesmo tempo eu discordo da forma que estão reagindo, lembrando que isso não é exclusivo do Brasil já que outros casos aconteceram pelo mundo afora. A forma bruta que estão demonstrando o seu descontentamento joga toda a forma de protesto fora. O tempo que estão pensando em bater nos motoristas do UBER, poderiam gastar reagindo através de novas atitudes para melhorar o próprio serviço.

A concorrência é alma de todo negócio e quando algo novo surge, que te afeta diretamente, a melhor é entender a concorrência e procurar as melhores soluções para ser e ficar melhor, não partir para a brutalidade simples e pura como tem acontecido com o UBER.

Ok, mas tudo isso é apenas para apresentar outro caso por aqui, afinal de contas vocês acham que estou louco para falar de UBER e ter a foto com o logo do Netflix acima gratuitamente? Claro que não né…

O presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, resolveu falar sobre o Netflix durante o congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (Abta) no último dia 04/ de agosto.
Ele quer criar um marco regulatório para empresas de tecnologia OTT TV. Você sabe o que é isso? O melhor exemplo é o Netflix.

Vamos lá OTT TV significa Over The Top é o termo que denomina o conteúdo de vídeo entregue através de meios alternativos. No caso do Netflix basicamente é uma entrega online ou por download.

A ideia de Rangel é fazer com que essas empresas tenham as mesmas obrigações das TVs pagas, assim como produzir conteúdo nacional e gerar empregos no Brasil.
A primeira opção nem precisou de nenhuma lei, o Netflix anunciou a série brasileira “3%”.

Já o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, considerou importante que as operadoras de TV por assinatura procurem oferecer pacotes mais baratos, o que seria uma realidade muito importante para a população brasileira, mas ainda surge o foco de custos de impostos e taxas que o governo com certeza não abrirá mão nesse momento de crise, mantendo assim a TV por assinatura cada vez mais em um patamar de luxo para muitos brasileiros – com certeza um dos pontos a serem cortados quando pensamos em economia de bens de consumo em momentos de crise ou por pura exploração dessas empresas.

Agora é hora de continuar observando mais esse caso de proteção nacional, em vez de demonstrar jogo de cintura contra a concorrência, afinal uma empresa como a Netflix não tem barreiras e nem obedece fronteiras. Uma empresa/serviço baseado em internet está muito além de tudo isso, então cabe as empresas afetadas oferecer melhores opções na disputa de mercado.

Tudo isso me faz lembrar do caso Metallica e sua disputa com o Napster, que gerou muitos problemas, ou o mais recente caso do Megaupload e outros sites de compartilhamento que foram fechados devido ao excesso de downloads de filmes, séries e principalmente música. O que foi resolvido? Nada que afetasse tanto assim as coisas, porque o download continua em cima destes formatos de forma indiscriminada e os sistemas de estúdios, tvs e músicos tiveram que ser adaptados para a situação atual em que vivemos, caso contrário o mercado morreria.

Vamos aos próximos rounds…

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