A História Destruída pelo Estado Islâmico

A UNESCO está desesperada com a possibilidade dessa imagem desaparecer.

Palmira era uma cidade-oásis no deserto sírio
Palmira era uma cidade-oásis no deserto sírio

A cidade-oásis de Palmira está no meio co caminho do Estado Islâmico, talvez enquanto você lê por aqui eles até estejam por lá já.
Não será a primeira e nem a última vítima dos jihadistas do EI, mas como o importante é proteger o petróleo no Oriente Médio, não se vê movimentações para tentar manter salvo locais como esse. Museus já foram alvos do EI e tudo o que não seja imagem de suas visões religiosas será colocado abaixo por onde eles passarem.
Palmira tem influências gregas, romanas, persas e islâmicas e é bem provável que não saia livre de ataques do EI, até porque também o presidente sírio Bashar al-Assad já mandou bombardeiros atacarem muito próximo da cidade-oásis, com isso temos a certeza de que se um não destruir o outro o fará.

Talvez, leia-se muito talvez, alguém apareça para salvar Palmira por um único motivo: quem dominar a cidade terá grande chance de dominar os campos de exploração de gás natural e petróleo que ficam ali perto. Atualmente mais de 130 mil pessoas vivem na cidade.

O EI já destruiu Hatra e Nimrud no Iraque, sendo que a primeira marca o domínio romano na região e a segunda assíria, com 2000 e 3000 anos de existência consecutivamente, por terem marcas de outras culturas que não são respeitadas pelos membros do Estado Islâmico.

PROMOO problema com o EI é que eles destroem sítios arqueológicos por toda a região, mas não deixam de procurar formas de ganhar dinheiro com aquilo que eles não aceitam, mais uma amostra da hipocrisia do domínio deles. Consideram a arte pré-islâmica idólatra e vão destruindo tudo que vem pela frente, como os leões assírios da cidade de Raqqa – que virou a capital do EI.

Eles não respeitam o passado, eles se acham os verdadeiros donos da região e estão caminhando sem encontrar tanta dificuldade assim. Um grupo terrorista que se acham representantes do verdadeiro islamismo.

Enquanto o importante seja apenas o sangue negro que a terra expele, não podemos esperar que outros países estejam preocupados em resolver os problemas provocados pelo EI. Destruir e derrubar marcos históricos é algo que outros países deixam para os governos locais resolverem, ao mesmo tempo que estes mesmos governos vivem isolados pouco a pouco do resto do mundo, como o caso da Síria e seus problemas internos.

O fato é que a destruição de sítios arqueológicos, seja pelo EI ou outro grupo antes ou que ainda venha, não é novidade e muito menos de preocupação de tantos outros órgãos além da UNESCO, então dificilmente veremos alguém indo atrás de uma solução.

Essa é na verdade a raça humana regredindo em sua evolução…enquanto em alguns países vemos a tecnologia dominando tudo, em outras vemos as barbáries de séculos distantes retornando, através da mente de pessoas retrógradas dominadas e cegas por suas crenças.

PROMO

PROMO

PROMO

PROMO

PROMO

AbYiiKT

PROMO

PROMO

PROMO

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s