Educação pra quê? Educação pra quem?

PROMOHoje, 13 de maio de 2015, mais um capítulo da greve de professores no Estado de São Paulo vira a sua página sem nada resolvido. Já são 2 meses em greve e o governo estadual continua com o seu braço de ferro e agora resolveu que só em 01 de julho estará dando uma proposta para os professores.

Nada mais do que uma forma de tentar levar os professores a retornar as salas de aula sem o ganho pedido de aumento, apesar disso ainda contribui com algumas cláusulas pedidas, como a contratação – com prazo ininterrupto – de 3 anos para professores temporários, tendo um intervalo de 180 dias para iniciar uma nova jornada e ainda com direito para os mesmos de atendimento pelo Iamspe. O desmembramento das salas atuais, lotadas de alunos e dando poucas condições de um ensino com melhor qualidade na já precária educação do estado, ao mesmo que contrataria coordenadores pedagógicos para auxiliar.

Mas o que vejo nesse ponto é a forma de como mais uma vez a Educação dentro do Estado de São Paulo é colocada em segundo plano. Há décadas que acompanho greves de professores, em todos os níveis, circunstâncias e motivos, os professores são sempre ignorados, mal-tratados e agredidos pelo Estado.

Já são dois meses de greve e com certeza, se os mesmos se posicionarem de forma forte, vai continuar por mais um bom tempo, considerando o interessado do Estado em se preocupar em trazer uma proposta salarial só daqui dois meses.

A Educação dentro do Estado de São Paulo foi colocada em terceiro plano, pelo menos, dentro dos graus de importância faz um bom tempo. É fato claro que a proporção da necessidade da qualidade de estudo que precisa crescer, recebe em contrapartida uma gélida importância a máquina estadual. As crianças/jovens saem cada vez mais ignorantes, analfabetos e estúpidos de dentro das salas de aula, chegando ao ponto de vermos pesquisas apontando que mais de 60% de alunos em faculdades são analfabetos funcionais.

Infelizmente aquela velha frase do “Estado quer pessoas ignorantes para melhor dominar” fica a cada dia mais clara e se mostra verdadeira. Em todos os níveis podemos observar isso, seja a Educação vinda do governo municipal, estadual ou federal. Dá-se opções para estudo, mas não com uma boa estrutura, não com uma boa qualidade e condições necessárias para o desenvolvimento.

O Estado está preocupado em ter um bom grau de pessoas alfabetizadas, pelo menos para colocar em seus gráficos, mas não está preocupado com a mesma proporção de pessoas que saibam como segurar direito uma caneta para criar um conteúdo interessante ou inteligente, o Estado quer na verdade uma pessoa que possa segurar uma caneta para assinar o próprio nome na hora de dar o seu voto.

É uma vergonha como a Educação é tratada no Brasil há décadas, mas ainda pior no Estado de São Paulo – aquele que muitos dizem que é a máquina que toca esse país. dominado por um partido há anos e que demonstra dar de ombros para os professores no mesmo período que está no poder. Será que outro partido assumindo resolveria isso? Será que mudaria algo? A minha resposta é, infelizmente, que não, porque é algo que não interessa para nenhum partido: a sua educação de qualidade.

Por tais razões os professores trabalham em péssimas condições, mal remunerados e sempre tendo em risco a sua vida dentro e fora da sala de aula. Enquanto isso não mudar, não espere que a qualidade de vida, educação, desenvolvimento social deste povo brasileiro melhore.

Enquanto o cidadão analfabeto funcional não entender que sua condição de vida não é melhor por acreditar que estes líderes políticos se preocupam de verdade com ele, viveremos em uma pátria corruptiva liderada pelas mesmas caras e máscaras que nos levam a uma recessão e buraco há décadas.

Infelizmente o cidadão vem cumprindo o seu papel, brigando por migalhas e o que é importante não está em pauta para disputa e apoio. Os novos cidadãos do Brasil estão felizes por não ter suas dificuldades aumentadas dentro da sala de aula, poucos se preocupam em aprender mais, ou tem interesse nisso, e por tal o preço será pago nos próximos 10-20 anos com uma população carregada de diplomas que não valem quase nada, doutrinados para obedecer e se importando com nada mais do que o próprio umbigo. Os professores se tornam ferramentas escassas, com poucas condições para dar educação com qualidade e com o mínimo da verdadeira educação.

O Estado, em todos os seus níveis, está conseguindo chegar ao seu ponto principal: liderar ignorantes rumo ao poder absoluto sem esforço para dominação.

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